quarta-feira, 8 de julho de 2015

A Segunda Trombeta



A Segunda Trombeta – Apocalipse 8:8-9

A segunda trombeta descreve uma guerra marítima, pois atinge a terça parte do mar, o que aponta para uma das três partes em que se dividia o mundo nos dias do domínio romano (ver primeira trombeta). Um novo inimigo de Roma surgiria para abalar o seu poderio naval e como o bárbaro Alarico fez, Genserico é o novo inimigo de Roma. Os bárbaros denominados de Vândalos, dentre todos os povos que invadiram o Império Romano, foram os únicos que formaram uma grande força naval no mar mediterrâneo.

A catástrofe anunciada pela segunda trombeta é vista como descrevendo a invasão do Império Romano. Os vândalos viajando desde a sua origem, a Trácia, emigraram através da Gália, atual território da França e da Espanha, e se estabeleceram ao norte da África tendo por capital a cidade de Cartago. Ali se estabeleceu Genserico e seu bárbaros e de lá partiram para saquear todas as cidades importantes do Mediterrâneo, incluindo o próprio território da Itália e por último também a própria cidade de Roma.

* Podemos destacar 5 pontos:

- O anjo da segunda trombeta
- É lançada no mar uma montanha em chamas
- A terça parte do mar tornou-se em sangue
- Morreu a terça parte da criação
- É destruída a terça parte das embarcações

O anjo da segunda trombeta: O anjo da segunda trombeta foi o bárbaro Genserico, rei dos vândalos, pois ele dirigiu a invasão contra o Império Romano, segundo relato da história.
O toque desta trombeta deu-se por volta do ano 455 A.D., isto é, quando as hordas bárbaras de Genserico se encaminharam para o Rio Tigre e entraram em Roma, podendo pilhar a cidade fazendo prisioneiros a milhares de cidadãos romanos, inclusive o imperador e suas filhas.

É lançada no mar uma montanha em chamas: Trata-se de uma grande batalha naval em que um grande incêndio tomaria lugar sendo evidente que só um incêndio de navios /embarcações poderia cumprir este simbolismo como ocorreu na batalha entre as esquadras de Genserico e as esquadras do Império Romano.

Para enfrentar Genserico, o Império Romano concentrou sua esquadra naval de 1300 navios na capital, Constantinopla, e cerca de 100.000 marinheiros e guerreiros. Genserico colocou os mais valentes de seus guerreiros para tripular seus navios rebocando pequenos barcos cheios de combustível os quais foram arremessados contra a esquadra romana durante uma noite escura. As embarcações romanas estavam mal posicionadas e muito amontoadas, o que facilitou a propagação do fogo e o vento que soprava a favor do fogo determinou assim uma rápida destruição da esquadra romana muito superior em quantidade e que agora parecia uma “montanha ardendo em fogo”.

A terça parte do mar tornou-se em sangue: O confronto entre as duas esquadras foi tão violento que determinou um grande sacrifício de homens tornando as águas do mar tintas de sangue humano parecendo que o mar se tonara completamente em sangue, tal era a quantidade de marinheiros mortos naquela batalha e o sangue aqui mencionado se refere a um extenso massacre humano. Este juízo de Deus é uma reminiscência da primeira praga do Egito quando as águas se tronaram como sangue de um homem morto.

Morreu a terça parte da criação: Como vimos no estudo anterior, o Império Romano era constituído de 3 partes: Europa, Ásia e África. A batalha aqui referida teve palco nas terras europeias, portanto aqueles marinheiros que faziam parte de uma das 3 partes do Império perderam-se totalmente, pois os marinheiros que escapavam do incêndio foram mortos pela espada nas praias e o seu sangue derramado no mar.

É destruída a terça parte das embarcações: Nessa batalha marítima Genserico reuniu navios carregados de combustível e rebocou-os para o meio dos navios romanos, incendiando e destruindo naquela madrugada mais de 1.100 navios romanos. O Império Romano perdeu o seu poder marítimo no Mediterrâneo ficando assim a mercê dos bárbaros vândalos que destruíram quase a totalidade das igrejas e conventos católicos em toda parte onde dominaram completamente.
A invasão dos vândalos iniciou-se no ano de 429 A.D. e terminou por volta do ano 468 A.D. sendo esse povo mais tarde destruído pelo poder papal a partir do ano de 538 A.D.




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