terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

17 Dicas para um Casamento Feliz – Extraído da Bíblia !

Como você provavelmente já ouviu falar, quase a metade dos casamentos agora terminam em divórcio, deixando cônjuges amargos e filhos confusos em seu rastro. Não deixe que isso aconteça com você! Se seu casamento está passando por momentos difíceis ou está experimentando felicidade conjugal, ou mesmo se você ainda não é casado, mas considera a possibilidade, aqui estão alguns conselhos grátis, mas comprovados, para ajudar em seu casamento. Eles vêm diretamente de Deus, Aquele que criou e ordenou o casamento! Se você já tentou de tudo, porque não dar uma chance a Deus? Siga as chaves neste guia, e você pode proteger seu lar.

1. Estabeleça seu próprio lar

“Portanto o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gênesis 2:24).

A ordem de Deus é específica. Um casal deve deixar pai e mãe e estabelecer a sua própria casa, mesmo se as finanças exigem que esta seja um apartamento de um quarto. Marido e esposa devem decidir em conjunto sobre políticas como esta. Então, ela deve informar seus pais e ele, os dele. Eles devem permanecer firmes, não importando quem se opuser. Milhares de divórcios seriam evitados se esta regra fosse cuidadosamente seguida.

2. Continue seu namoro

“Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pedro 4:8). “Seu marido…ele a louva” (Prov 31:28). “a casada cuida …em como há de agradar ao marido” (1 Cor 7:34). “Amai-vos cordialmente uns aos outros …, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rom 12:10). Continue (ou talvez reviva) as cortesias do namoro na sua vida de casada (o). Casamentos bem-sucedidos não acontecem simplesmente, eles devem ser desenvolvidos. Não tome um ao outro por certo, ou a monotonia que resultará disso irá destruir seu casamento. Mantenha o amor crescendo expressando amor um pelo outro, ou ele vai morrer, e você vai ficar à deriva. O amor e a felicidade não são encontrados buscando-os para si mesmo, mas sim dando-lhes a terceiros. Então, gastem tanto tempo quanto possível, fazendo coisas juntos se vocês se dão bem. Aprendam a se cumprimentarem com entusiasmo. Relaxem, passeiem, façam compras, visitas, comam juntos. Não negligenciem as pequenas cortesias, encorajamentos e atos afetuosos. Surpreendam-se com pequenos presentes ou favores. Não tome mais do casamento do que você coloca nele. O divórcio em si não é o maior destruidor do matrimônio, mas sim, a falta de amor. Dada a oportunidade, o amor sempre vence.

3. Lembre-se que Deus uniu vocês no casamento

“Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher. … Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:5, 6).

Tem o amor quase desaparecido da sua casa? O diabo (que é um notório destruidor de lares) é responsável por isso. Não se esqueça que Deus os uniu no casamento, e Ele quer que você fique bem e seja feliz. Ele vai trazer felicidade e amor em suas vidas, se você obedecer à Sua divina regra (mandamentos). “Com Deus tudo é possível” (Mateus 19:26). Não se desespere. Deus, que coloca o amor no coração de um missionário por um selvagem leproso, pode facilmente dar o amor um pelo outro se você deixá-Lo.

4. Guarde os seus pensamentos – não deixe seus sentidos prendê-lo

“Porque, como imaginou no seu coração, assim ele é” (Provérbios 23:7). “Não cobiçarás a mulher do teu próximo” (Êxodo 20:17). “Guarde o teu coração, com toda a diligência, pois dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). “Tudo o que é verdadeiro … honesto … justo … puro … amável … de boa fama, … pense nessas coisas” (Filipenses 4:8).

O tipo errado de pensar irá destruir o seu casamento. O diabo vai prendê-lo com pensamentos como estes: “Nosso casamento foi um erro”. “Ela não me entende”. “Eu não agüento mais isso”. “Nós podemos sempre nos divorciar, se necessário”. “Eu vou voltar para casa da minha mãe”. “Ele sorriu para aquela mulher”. Pare de pensar pensamentos como este ou o seu casamento acabará, porque seus pensamentos e sentidos regem suas ações. Evite ver, dizer, ler ou ouvir qualquer coisa que (ou se associar com quem) sugere impureza ou infidelidade. Pensamentos descontrolados são como um automóvel em ponto morto em uma colina. Tudo pode acontecer, e o resultado é sempre o desastre.

5. Nunca se recolham a noite zangados um com o outro

“não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efés 4:26). “Confessai as vossas culpas uns aos outros” (Tiago 5:16). “esquecendo-me das coisas que atrás ficam” (Filip 3:13). “sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efés 4:32). Permanecer com raiva e chateado com mágoas e ressentimentos (grandes ou pequenos) é extremamente perigoso. Se não são rapidamente resolvidos, mesmo os pequenos problemas se defininem em sua mente como convicções e atitudes que afetam negativamente a sua filosofia de vida. É por isso que Deus diz para deixar arrefecer a raiva antes de se recolher durante a noite. Seja suficientemente grande para perdoar e dizer com sinceridade: “Eu sinto muito.” Afinal, ninguém é perfeito e vocês estão no mesmo time, assim seja suficientemente desportivo e honesto para admitir um erro quando você o comete. Além disso, fazer isso é uma experiência muito agradável com poderes incomuns para fazer os cônjuges se aproximarem. Deus sugere isso! Funciona!

6. Mantenha Cristo no centro de seu lar

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” (Salmos 127:1). “Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3:6). “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).

Esta é a maior regra. Ela realmente cobre todas as outras. Coloque Cristo em primeiro lugar! O real segredo da verdadeira felicidade no lar não é a estratégia da diplomacia, e o incansável esforço para superar os problemas, mas sim, a união com Cristo. Corações cheios do amor de Cristo nunca podem estar muito distantes. Com Cristo em casa, o casamento será bem sucedido. O evangelho é a cura para todos os casamentos que estão cheios de ódio, amargura e decepção. Isso impede milhares de divórcios por milagrosamente restaurar o amor e a felicidade. Ele também vai salvar seu casamento, se você estiver disposto.

7. Orem juntos

“Orai, para que não entreis em tentação: o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). “Orai uns pelos outros” (Tiago 5:16). “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente” (Tiago 1:5).

Orar em voz alta um pelo outro! Esta é uma regra maravilhosa. Ajoelhe-se diante de Deus e peça a Ele verdadeiro amor um pelo outro, perdão, força, sabedoria – para a solução dos problemas. Deus tem dado uma garantia pessoal de que Ele vai responder. A pessoa orando não é automaticamente curada de todos os seus defeitos, mas terá um coração que quer fazer o que é certo. Nenhuma família se desfará enquanto sinceramente orarem juntos pela ajuda de Deus.

8. Concorde que o divórcio não é a resposta

“Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). “Todo aquele que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; E aquele que casar com ela que é repudiada comete adultério” (Mateus 19:9). “Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei” (Romanos 7:2).

A Bíblia é clara. Os laços do matrimônio são destinados a ser indissolúveis e indestrutíveis. O divórcio é permitido apenas em caso de adultério. Mas mesmo assim, não é exigido, apenas permitido. O perdão é sempre melhor do que o divórcio, mesmo no caso de uma queda moral. O casamento é para a vida. Deus assim ordenou quando Ele realizou o primeiro casamento no Éden. Pensamentos do divórcio como solução irão destruir qualquer casamento. Esta é uma razão do porque Jesus descartou essa possibilidade. O divórcio é sempre destrutivo e quase nunca uma solução para o problema. Em vez disso, ele cria problemas muito maiores, por isso nunca deve ser considerado. Frustração, infelicidade, quase inevitavelmente se seguem ao divórcio, e até mesmo o sucesso na vida em si é muitas vezes frustrado. Deus instituiu o casamento para guardar a pureza e a felicidade das pessoas, para prover suas necessidades sociais, e para elevar a sua natureza física, mental e moral. Seus votos estão entre as obrigações mais solenes que os seres humanos podem assumir.

9. Mantenha o círculo familiar bem fechado

“Não adulterarás” (Ex 20:14). “O coração do seu marido está nela confiado. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida” (Prov 31:11-12). “o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal” (Mal 2:14). “Guarda-te da mulher má…Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos…Tomará alguém fogo no seu seio, sem que as suas vestes se incendeiem?…Assim…o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo” (Prov 6:24-29).

Intimidades da família nunca devem ser compartilhadas com os outros – nem mesmo com os pais. É um grande pecado e uma tragédia quebrar essa regra dada por Deus. Uma terceira pessoa a simpatizar ou ouvir reclamações é uma ferramenta do diabo para afastar os corações do marido e da mulher. Resolva os problemas de sua casa privadamente. Ninguém MAIS (exceto seu ministro ou conselheiro matrimonial) devem estar envolvidos. Sempre sejam verdadeiros um com o outro, e nunca guardem segredos um do outro. Não brinque à custa dos sentimentos do seu cônjuge. Defenda vigorosamente um ao outro e exclua estritamente todos os intrusos. Deus, que conhece a nossa mente, corpo e estrutura emocional (e sabe o que ajuda ou prejudica a nós), diz: “não farás”. E quando Ele diz: “Não”, é melhor não. Aqueles que ignoram sua ordem vão pagar a pena suprema. Portanto, se flertes terem começado, acabe com eles de uma vez, evite suas terríveis consequências.

10. Deus descreve o amor; torne-o sua meta diária

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha” (1 Cor 13:4-7).

Por favor, releia a passagem bíblica acima com cuidado. Esta é a verdadeira descrição do amor de Deus. O amor não é um impulso sentimental, mas um princípio sagrado que envolve cada fase e ação da vida. Com o verdadeiro amor, o casamento não pode falhar. Sem ele, não pode vingar.

11. Lembre-se que a crítica e a irritação destroem o amor

“Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas” (Col 3:19). “É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça” (Prov 21:19). “O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes” (Prov 27:15). “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” (Mateus 7:3).

Pare de criticar, irritar, e procurar falhas. Seu marido ou esposa pode falhar muito, mas irritação não vai ajudar. Não espere perfeição, ou isso resultará em amarguras. Olhe para além das faltas e procure pelas coisas boas. Não tente mudar, controlar, ou obrigar o seu parceiro – você destruirá o amor. Somente Deus pode mudar as pessoas. Um senso de humor, um coração alegre, bondade, paciência e carinho banirá dois terços dos problemas de seu casamento. Tente fazer o seu cônjuge feliz ao invés de bom, e o bom cuidará de si mesmo. O segredo de um casamento bem-sucedido não é ter o parceiro certo, mas sim em ser o parceiro certo.

12. Não exagere em nada, seja moderado

“E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas” (1 Cor 9:25). “o amor…não busca os seus interesses” (1 Cor 13:5). “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Cor 10:31). “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão” (1 Cor 9:27). “se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tess 3:10). “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula” (Hebreus 13:4). “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade” (Rom 6:12-13).

Trabalho, amor, descanso, exercícios, culto, refeições, e as relações sociais devem ser cuidadosamente equilibrados em seu casamento, ou algo vai quebrar. Excesso de trabalho e falta de sono, alimentos adequados ou exercício tornam uma pessoa crítica, intolerante e negativa. Comer em excesso constante é um grande mal que reforça a natureza inferior e entorpece a consciência. As agressões sexuais destroem o amor pelas coisas sagradas e enfraquece a vitalidade. O casamento não dá licença para excessos sexuais. Atos sexuais degradantes e destemperados destroem o amor e o respeito de um pelo outro. Uma vida sexual temperada é recomendada pela Bíblia (1 Coríntios 7:3-7). Contatos sociais com os outros são absolutamente essenciais. A verdadeira felicidade não pode ser encontrada no isolamento. Temos de aprender a rir e desfrutar saudavelmente os bons momentos. Ser excessivamente sério é perigoso. Fazer coisas demais ou de menos, enfraquece a mente, consciência, corpo, e a capacidade de amar e respeitar um ao outro. Não deixe que a intemperança destrua seu casamento.

13. Respeite os direitos pessoais e a privacidade um do outro

“O amor é paciente…não arde em ciúmes…não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses…não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade ” (1 Coríntios 13:4-7). “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros (Romanos 12:10).

Cada cônjuge tem o direito dado por Deus a determinadas intimidades pessoais sem explicação. Não mexa em carteira ou bolsa um do outro, e-mail pessoal, celular etc sem autorização dada. O direito à privacidade e sossego quando preocupados deve ser respeitado. Cônjuges nunca devem tentar forçar mudanças de personalidade um ao outro. Só Deus pode fazer essas alterações, e todos nós responderemos pessoalmente a Ele sobre este assunto (Romanos 14:12). Aperfeiçoe a confiança um no outro isso é essencial para a felicidade. Gaste menos tempo tentando “descobrir, desmascarar” o seu cônjuge e mais tempo tentando agradar a ele ou ela. Isto opera maravilhas.

14. Seja limpo, modesto, ordeiro e obediente

“Da mesma forma, também, que as mulheres se ataviem com traje modesto” (1 Timóteo 2:9). “ela trabalha de boa vontade com suas mãos..Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa…Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça” (Provérbios 31:13, 15, 27). “purificai-vos” (Isaías 52:11). “Que tudo seja feito com decência e ordem” (1 Coríntios 14:40). “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel (1 Tim 5:8). “Não sejais preguiçosos” (Hebreus 6:12).

A preguiça, sujeira, desordem e desleixo são armas do Diabo para destruir o seu respeito e carinho um pelo outro, e assim arruinar seu casamento. Arrumar-se, vestir trajes limpos e modestos, cuidar do corpo, são essenciais para ambos, marido e mulher. As refeições devem ser saudáveis, atraentes, e servidas na hora. A casa deve ser limpa e arrumada, porque isso traz paz, tranqüilidade e satisfação a todos. Um marido preguiçoso que não provê a sua casa é uma maldição para sua família e um insulto a Deus. O descuido em algumas dessas questões aparentemente pequenas está destruindo lares aos milhares.

15. Determine-se a falar baixo e gentilmente

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1). “Goza a vida com a mulher que amas” (Ecles 9:9). “Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” (1 Coríntios 13:11).

Obrigue-se a falar suavemente e gentilmente com seu cônjuge. O silêncio, quando alguém é atacado, é frequentemente o melhor método para resfriar a ira. Decisões tomadas quando se está com raiva, cansado ou desanimado não são confiáveis, então é melhor relaxar e deixar esfriar a raiva. E quando você falar, fale sempre com tranquilidade e amorosamente. Palavras duras, de raiva esmagam o desejo do seu cônjuge lhe agradar.

16. Seja razoável em matéria de dinheiro

“Quem ama não é grosseiro nem egoísta” (1 Cor 13:4-5). “Deus ama ao que dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).

Todos os bens e rendas no casamento devem ser “nosso”, não “seu” e “meu”. Mulheres que não trabalham fora de casa devem receber uma quantidade regular de mantimentos, roupas e outros itens orçados. Deve-se prover alegremente ao invés de com má vontade e sob protesto. Esposa e marido, ambos devem ter pequenos montantes iguais (quando possível) para gastarem como desejar, sem prestar conta. Um marido avarento geralmente irrita sua esposa a ser uma gastadora, assim como um marido perdulário torna uma mulher mesquinha. Mostrando confiança na capacidade de gerir do seu companheiro normalmente fará com que ele ou ela sejam mais responsáveis e profissionais.

17. Conversem e aconselhem-se livremente

“Aquele que rejeita a correção menospreza a sua alma” (Provérbios 15:32). “Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele” (Prov 26:12).

Poucas coisas vão fortalecer mais seu casamento do que aconselharem-se mutuamente em todas as decisões importantes. Mudar de emprego ou comprar uma casa, um automóvel, um barco, móveis, roupas (itens importantes, ou menos), e todos os outros itens que necessitam de dinheiro envolvem ambos, marido e mulher, e as opiniões de ambos devem ser consideradas. Falar sobre coisas em conjunto vai evitar muitos erros que podem arruinar seu casamento. Se, depois de muita discussão e fervorosa oração, as opiniões ainda diferirem, a esposa deve submeter-se à decisão do marido. A Bíblia é clara sobre este assunto. (Ver Efésios 5:22-24).

Guia de estudo publicado no site amazing facts. Crédito da Tradução Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

Fonte: Blog Sétimo Dia

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jesus, Paulo e o Sábado

O Senhor não guardou o Sábado “porque era judeu” ou para “agradar judeus”. Ao estudarmos detidamente sobre o tema, veremos que o objetivo de Cristo ao guardar esse dia era o fato deste “ser um mandamento de Deus”, dado no princípio, antes de haver o pecado (ver João 15:10; Gênesis 2:1-3). Ele O fazia motivado pelo amor a Deus. O mesmo devemos fazer: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15.

Outro fator que leva-nos a crer que Jesus não guardou o Sábado para agradar aos judeus é o fato do mandamento existir antes dos judeus. Quando Deus estabeleceu o dia de repouso (Jesus esteva presente na criação – ver João 1:1-3), não havia judeus na face da terra, mas apenas Adão e Eva (ver Gênesis 2:1-3. Não podemos supor de forma alguma que enquanto Deus “descansava”, ou seja, “cessava suas atividades” no Sábado, Adão e Eva trabalhavam…). Isto indica que o sábado é “do Senhor” (Êxodo 20:10) e não “dos judeus”.

Jesus guardou o Sábado a fim de obedecer ao mandamento divino; o fez para celebrar a criação de Deus, pois, sabia que o Sábado é um memorial do Criador. Ele ensinou enquanto esteve na terra a forma correta de guardá-lo (é dessa maneira que se devem entender textos como Mateus 12:1-14; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-11. O próprio fato de Jesus ser contra a maneira como o Sábado era guardado e intitular-se como Senhor do Sábado prova que Ele jamais teve a intenção de abolir a Lei. Basta analisar Mateus 5:17-19) e não da maneira fanática e extremista dos fariseus.

Com isto, não podemos dizer que Jesus guardava o mandamento para agradar judeus (Seus embates com os fariseus mostram o contrário…), sendo que muitas de suas discussões com os fariseus giravam em torno da forma como este dia deveria ser santificado.

Se Cristo tivesse o intuito de agradar os líderes da época, teria cedido às pressões farisaicas para que observasse o Sábado a seu modo. Como escreveu Christianini:

“Não foi com objetivo de agradar judeus, porque os desagradou bastante, a ponto de ser expulso da sinagoga e da cidade. Queriam atirá-lo ao precipício” – A.B. Christianini, Sutilezas do Erro (2º Edição Revista e Ampliada), p. 187.

Outra forte evidência a favor do mandamento encontra-se em Lucas 4:16 (confira o verso 31): “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” Lucas 4:16. Ele ensinava neste dia “no poder do Espírito” (verso 14).

Evidências que não deixam dúvidas…

Quero analisar com você três palavras no texto, levando-se em conta a língua original em que foram escritas (grego): “segundo”, “seu” e “costume”. As informações a seguir extraí do Léxico Grego de Strong (Sociedade Bíblica do Brasil. CD ROM Bíblia Online. Versão 3.0):

“Segundo” – grego “kata”. Significados: 1) abaixo de, por toda parte; 2) de acordo com, com respeito a, ao longo de.

“Seu” – grego “autos”. Significados: 1) ele próprio, ela mesma, eles mesmos, de si mesmo. 2) ele, ela, isto; 3) o mesmo.

“Costume” – grego “etho”. Significados: 1) estar acostumado, habituado; 2) aquilo que é hábito; 3) uso, costume.

Veja que é impossível, de acordo com o original, apoiarmos a ideia de que Cristo “guardava o Sábado por ser judeu” ou por querer “agradar” tal povo. O termo “seu” no grego indica que tal “costume” (hábito) era de si mesmo. Lucas 4:16 poderia perfeitamente ser traduzido da seguinte forma: “… Jesus, de acordo com o seu próprio hábito, entrou num Sábado na sinagoga…”.

O apóstolo Paulo também guardou o Sábado. E você?

Interessante é que as mesmas expressões aparecem também em Atos 17:2. Isto indica, sem margem para dúvidas, que também o apóstolo Paulo guardava o sábado por sua própria convicção!Para comprovar isso, em Atos 16:13 temos um episódio em que Paulo guardou o sábado ao ar livre, em um lugar tranqüilo, longe das sinagogas e em um país estranho. Ora, se ele quisesse santificar o Sábado apenas para agradar os judeus, então por que o fez em uma província Romana? Isso se constitui numa prova fortíssima de que Paulo não guardou o sábado nesta cidade só porque ali havia mulheres judias; o fez também porque é um dos mandamentos de Deus.

Destaco também o fato de grandes comentaristas afirmarem que o mais provável era que Lídia não era de origem judaica, mas uma gentia convertida ao judaísmo (o termo “temia a Deus” [original] em Atos é usado para referir-se aos gentios que, como Cornélio, haviam aceito o judaísmo e adoravam a Deus [prosélitos]). Billy Graham, grande pregador, é sincero em afirmar que este texto (Atos 16:13) é um dos “pontos fortes dos Adventistas em favor do sábado”.

O evento registrado em Atos 13:42-44, ocorrido (aproximadamente) 45 anos após a cruz, indica que, mesmo após a morte o Salvador, o Sábado vigorou. Lembremos que naquela reunião “não estavam apenas judeus”, mas também gentios e prosélitos. Seria uma “ótima oportunidade para ensinar” (ou pelo menos introduzir o assunto) que o dia de repouso não mais vigorava… Mas, isso não aconteceu.

Atos 18:3-4 e 11 também é muito esclarecedor. Paulo, “segundo seu costume” (Atos 17:2 – já vimos o significado do termo “seu”, no grego), após uma semana de trabalho, discorria com seus ouvintes,judeus e gregos, acerca das Escrituras. Ele ficou nesta cidade (Corinto) um ano e seis meses, o que indica que ele teve tempo suficiente para ensinar ao povo que o dia de repouso “havia mudado”. Entretanto, ele não fez isto. Muito pelo contrário: durante este período, guardou nada menos que 78 Sábados. Isso não lhe diz algo?

Após essas evidências, a única conclusão a que podemos chegar é a de que, muito mais do que apenas manter contato com os judeus na sinagoga, o apóstolo Paulo observava o preceito porque “tinha prazer na lei de Deus” (Romanos 7:22) por considerá-la “santa, justa e boa” (Romanos 7:12) e porque amava seguir o exemplo de seu salvador (1 João 2:6; Gálatas 2:20; Lucas 4:16, etc.).

O apóstolo guardou o Sábado por toda a sua vida (Atos 25:8). Nunca foi contra a lei de Deus, mas sim oponente a um sistema religioso que considerava a lei um meio de salvação ([Ler 1 Timóteo 1:8.] Vemos isso especialmente em Gálatas e Romanos. Lendo os capítulos 7 e 8 deste último livro podemos ver que nós estamos livres é do pecado e não da lei. Quando o apóstolo afirma que “morremos para a lei” [Romanos 7:4] o faz no sentido de que não dependemos dela para ser salvos, pois, não somos mais condenados por ela. Compare com Romanos 6:14, 7:25, 3:31, 6:15).

E, para finalizar: o apóstolo não considerou a lei de Deus como sendo “ministério da morte…” (2 Coríntios 3:7) e muito menos “transitória” (2 Coríntios 3:13), pois lei não é sinônimo de ministério. “Ministério da morte” refere-se à antiga ministração da lei, ou seja, aos meios como era ensinada e aplicada. O que foi “abolido” no verso 14 é o “antigo concerto”. A forma como era ensinado o evangelho (por meio de sacrifícios de cordeiros que simbolizavam a Cristo – João 1:29) não era mais necessária.

A palavra grega que aparece no verso é diatheke (concerto, acordo) e não nomos (lei). Conquanto o decálogo fizesse parte do antigo concerto [em algumas ocasiões a Bíblia chama a lei de Aliança (ver, por exemplo, Deuteronômio 4:13). Isso ocorre não porque a lei em si seja o antigo concerto, mas porque ela possuía uma íntima relação com ele. [A fim de entender melhor esta forma bíblica de expressão, compare Deuteronômio 4:13 com o cap. 9:21]. A lei possuía existência independentee, portanto, não cessou juntamente com a antiga aliança (mesmo sendo salvos pela graça não deixamos de guardar os mandamentos, entre eles: “não roubarás’, “não dirás falso testemunho”… ). Prova disto encontramos no fato de, sob o Novo Concerto, a lei ser “escrita no coração” daquele que segue a Cristo (Leia Jeremias 31:33, Hebreus 8:10).

O Sábado é uma das únicas instituições (a outra é o casamento) que ainda possuímos de um mundo sem pecado. Não o tiremos de nossa experiência cristã.

Deus lhe ilumine,

Leandro Quadros.

Fonte: Na mira da verdade

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Cristo realmente pregou aos “espíritos em prisão”? 1 Pedro 3:19.

Introdução

Os católicos, e até protestantes afirmam que enquanto Cristo esteve morto, passou este tempo pregando aos espíritos em prisão. Justificam esta crença baseados em I Pedro 3:18-20.

Estaria esta crença em harmonia com o ensino geral das Escrituras Sagradas?

De modo nenhum, porque afirmar que entre a crucifixão e a ressurreição, Jesus foi a algum lugar, ou desceu ao Hades, selecionou os espíritos dos antediluvianos, dos dias de Noé, e lhes pregou, concedendo-lhes segunda oportunidade, seria crer que a Bíblia advoga esta segunda oportunidade e também o estado de consciência na morte; da existência de algum lugar, como seja o purgatório, onde estão os espíritos desencarnados, doutrinas estas estranhas ao Livro Sagrado.

A resposta às perguntas que se seguem nos ajudará a equacionar o problema de conformidade com “um assim diz o Senhor”:

1) Quem eram os espíritos que estavam em prisão?
2) Que espécie de espíritos eram? Vivos ou mortos?
3) Quem lhes pregou?
4) Quando lhes foi pregado?
5) Pode a verdade ser ensinada aos mortos?
6) Defende a Bíblia a crença numa segunda oportunidade após a morte?
7) Qual é a prisão mencionada em I Pedro 3:19?
Será que houve algum problema com copistas ou de tradução, tornando a passagem obscura?

Comentários Gerais

1) Quem eram os espíritos que estavam em prisão?

A Bíblia usa espírito como sinônimo de pessoa, o ser humano vivente. Em 1 Cor. 16:18 – “Porque trouxeram refrigério ao meu espírito, isto é, a mim, a minha pessoa” Gál. 6:18 “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja irmãos, com o vosso espírito” Vosso espírito, quer dizer convosco, a vossa pessoa

A primeira parte do verso 20 de 1 Pedro 3 parece identificá-los com as pessoas que viviam na terra. Eram seres humanos reais, como as “oito almas” que se salvaram na arca

2) Eram estes espíritos vivos ou mortos?

O termo espírito só é usado na Bíblia com referência aos vivos. Paulo em Heb. 12:22 e 23 dá as boas vindas aos novos membros que ingressaram na igreja – “espíritos dos justos aperfeiçoados”. O Apóstolo faz referências a pessoas viventes.

Em Núm. 27:15 –16, relata que Moisés, no término da vida, roga que um líder, dentre os vivos o substitua. O texto fala dos “espíritos de toda a carne”, isto é, seres vivos e não mortos.

Adam Clarke, vol. VI pág. 862, comentando esta passagem conclui pela impossibilidade de se tratar de “espíritos de desencarnados”, pois diz que a frase “os espíritos dos justos aperfeiçoados (Heb. 12:23) certamente se refere a homens justos, e homens que se acham ainda na igreja militante; e o Pai dos Espíritos (Heb. 12:9) tem referência a homens ainda no corpo; e o “Deus dos Espíritos de toda a carne” (Num. 27:16) significa homens, não em estado desencarnado”.

3) Quem lhes pregou?

O Dr. João Pearson, em sua Exposição do Credo, obra clássica da Igreja Anglicana, observa: “É certo, pois, que Cristo pregou àquelas pessoas que nos tempos de Noé foram desobedientes, em todo o tempo em que a longanimidade de Deus esperava e, conseqüentemente, enquanto era oferecido o arrependimento. E é igualmente certo que ele nunca lhes pregou depois de haverem morrido”. Este eminente teólogo, crente na imortalidade da alma, afirma que esta passagem não ensina tal doutrina.

As palavras “no qual” do verso 19 podem tanto referir-se ao Espírito Santo como a Cristo. O Comentário Bíblico Adventista, bem identificado, entre nós, pelas siglas SDABC, apresenta três explicações para a expressão “no qual”.

a) “No qual” refere-se ao termo anterior “Espírito” e o verso 19, significa que Cristo pregou aos antediluvianos, pelo Espírito Santo, através do ministério de Noé.

b) “No qual” refere-se ao termo anterior para a versão preferida, “espírito” que é a referência a Cristo, em seu estado preexistente, um estado que, como a sua glorificada natureza na pós-ressurreição, pode ser descrito como no “espírito”. Compare a expressão: “Deus é Espírito” João 4:24. A pregação de Cristo foi para os antediluvianos, “enquanto se preparava a arca”, portanto durante o Seu estado preexistente.

c) “No qual” refere-se ao verso 18 como um todo, e o verso 19 significa que em virtude da Sua ainda futura morte vicária e ressurreição no “espírito” Cristo foi e pregou aos antediluvianos através do ministério de Noé. Foi em virtude do fato, de que Jesus foi “morto na carne, mas vivificado no espírito” (verso 18), que Ele primitivamente pregou a salvação através de Noé e “foram salvos através da água”, aqueles que a aceitaram. Semelhantemente é “por meio da ressurreição de Jesus Cristo” que o batismo agora também nos salva (verso 21)

“A primeira destas explicações é aceita se a expressão “no qual “se refere ao Espírito. A Segunda e a terceira estão mais de acordo com a construção grega (dos versos 18 e 19), com o contexto imediato e com as passagens paralelas de outras partes do Novo Testamento”

4) Quando lhes foi pregado?

No verso 21 há a expressão “noutro tempo”, que claramente se identifica com o tempo em que “a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé”. O tempo era os dias de Noé, os 120 anos durante os quais Deus procurou libertá-los da prisão do pecado.

5) Pode a verdade ser ensinada aos mortos?

O ensino das Escrituras sobre o estado do homem na morte não admite tergiversações. Elas claramente nos afirmam que não há consciência na morte. Basta ler: Salmo 146:4; Ecles. 9: 5,6,10; Mat. 10:28; João 11:11; I Tes. 4:13.

Isaías 38:18 e 19 nos afiança que não há nenhuma esperança dos mortos aceitarem a salvação.

6) Defende a Bíblia a crença numa segunda oportunidade após a morte?

Os ensinamentos Bíblicos são muito evidentes em nos mostrarem que há apenas uma oportunidade para a salvação, isto é, nesta vida.

A leitura de apenas algumas passagens, como 2 Cor. 6:1-2; Heb. 3:7-8; 6:4-6; 9:27; Rom. 2:6 elucida bem o assunto.

A doutrina da Segunda oportunidade é antibíblica. Portanto, não deve ser aceita.

7) Qual é a prisão mencionada em I Ped. 3:18-20 ?

No Salmo 142:7 Davi suplicou que Deus tirasse a sua alma da prisão.
Prov. 5:22 nos afirma que a prisão que traz a alma prisioneira é a prisão do pecado.

Isaías 42: 6-7 nos informa que o trabalho de Cristo, quando viesse à Terra seria “tirar da prisão os presos”. O mesmo profeta messiânico no capítulo 61:1 profetizou a libertação dos cativos do pecado, por Cristo. Lucas (4:18) afirma que Cristo em sua cidade natal, aplicou as palavras de Isaías ao Seu ministério. O Espírito do Senhor me ungiu para proclamar libertação às almas presas pelo pecado.

Os seres a quem Jesus pregou “espíritos em prisão” eram pessoas presentes e bem vivas.

Que os antediluvianos estiveram bem presos na prisão do pecado é facilmente deduzível da leitura de Gên. 6:5-13

Seria possível um erro de tradução ou omissão de alguma palavra por copistas?

A tradução de Moffatt para o inglês é diferente, pois reza assim: “Cristo foi morto na carne, porém volveu à vida no Espírito. Também no Espírito Enoque foi e pregou aos espíritos em prisão, que haviam desobedecido no tempo quando a paciência de Deus aguardou, enquanto era construída a arca, nos dias de Noé”.

Por que Moffatt introduz na sua tradução a palavra Enoque, que não aparece em nenhum manuscrito grego?

Ao considerar qualquer trecho em grego, os eruditos, freqüentemente, utilizam um processo, que se chama “emenda”. Este processo consiste no seguinte, às vezes, os estudiosos crêem haver encontrado algo incorreto no texto como se encontra, porque algum escriba, parece haver copiado erroneamente, tornando o texto sem sentido. Portanto sugerem que determinada palavra deveria ser trocada, ou agregada alguma outra, mesmo que essa palavra não apareça em nenhum manuscrito grego.

No que se refere a esta mensagem, Rendel Harris sugeriu, que ao copiar o manuscrito de Pedro se omitiu a palavra Enoque e que deveria ser reincorporada. Ele diz que entre as palavras “kai” e “toi” se havia omitido a palavra Enoque.

A razão que ele apresenta para isto é a seguinte:

Como a cópia do manuscrito se fazia por ditado, os escribas estavam expostos a omitir palavras que aparecendo em sucessão tivessem um som semelhante – en ho kai Enoque

É uma sugestão interessante e engenhosa, mas que não devemos aceitar por falta de evidências comprovatórias.

Segue-se uma explicação para esta passagem dada por Artur S. Maxwell, aparecida na Revista Adventista, setembro de 1962, pág. 8:

“Na primeira epístola de S. Pedro ocorre esta estranha afirmativa: 1 Ped 3:18-20.

“Naturalmente, somos levados a indagar: Quem eram os espíritos em prisão? Como podia Cristo lhes pregar e quando? Não haverá aqui algum erro? Não. Se compararmos esta passagem com a história do dilúvio, em Gênesis 6, tudo se torna claro.
“As palavras “no qual” referem-se ao Espírito Santo, e foi por esse Espírito que Cristo pregou aos “espíritos em prisão” que no versículo 20 são definidos como pessoas que ‘noutro tempo foram desobedientes’. Esse ‘noutro tempo’ é claramente identificado como o tempo em que a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé.

“Assim, o tempo eram os dias de Noé, o lugar era o mundo antediluviano, e o meio pelo qual Cristo contendia com o homem era Seu Santo Espírito – fato claramente expresso em Gênesis 6:3. O ministério de Nóe, ministério presidido e motivado pelo Espírito, durou 120 anos – tempo durante o qual Deus procurou libertar o povo da prisão do pecado e salvá-lo na arca. A maior parte recusou o convite, salvando-se ‘através da água, apenas ‘oito’ pessoas’”.

Conclusões

Sintetizando as idéias aqui apresentadas concluímos com o sumário feito por Mary E. Walsh, em seu estudo bíblico sobre esta problemática passagem:

1. “Espírito”- verificamos referir-se a seres vivos e não a pessoas mortas

2. “Prisioneiro” – pessoa presa aos seus maus hábitos. Está na prisão do pecado

3. Cristo, enquanto esteve na Terra pregou, na sinagoga de Nazaré a almas aprisionadas. Sua mensagem visava libertá-los do pecado. Tanto Cristo quanto as pessoas a quem Ele pregava, estavam vivos.

4. Ao ler com atenção 1 Pedro 3:18, verificamos que o Espírito Santo que ressuscitou dos mortos a Cristo, foi o meio usado por Cristo para advertir o povo do tempo de Noé, de que estava iminente o dilúvio e se preparassem para entrar na arca. Não obstante, eles rejeitaram a mensagem, e somente Noé e sua família foram salvos.

Não há, pois, nestes passos, insinuação alguma de que enquanto esteve na sepultura, Cristo haja pregado. Essa doutrina é ensinada pela Igreja Católica, sem apoio nas Escrituras. – O Ministério Adventista, Março-Abril, 1963, pág. 23.

[FONTE: APOLINÁRIO, Pedro. Explicação de Textos Difíceis da Bíblia. 4a Edição Corrigida, p. 227- 234]

Fonte: Na mira da verdade